PressBook

WALACHAI: Um pedaço do Brasil desconhecido pelos próprios brasileiros

 

Localizado a 70 km de Porto Alegre, o povoado de Walachai, nada lembra o movimento, as cores e os sons de uma cidade grande. A diretora do documentário, Rejane Zilles, apresenta a vida de moradores que possuem costumes e dinâmicas peculiares, opostos aos da vida urbana tão próxima. “Walachai é um pedaço do Brasil ainda desconhecido pelos próprios brasileiros”, afirma a diretora.

Sinopse: Walachai, em alemão antigo, significa lugar longínquo, perdido no tempo. Outros povoados de nomes singulares como Jamerthal, Batatenthal, Padre Eterno e Frankenthal, são comunidades rurais de origem alemã no Sul do Brasil, que têm uma dinâmica própria e ainda vivem distantes do mundo globalizado. Muitos de seus habitantes nunca aprenderam a falar português, comunicam-se num dialeto alemão transmitido pelas gerações de descendentes e, no entanto, nada sabem de sua Alemanha de origem. São todos brasileiros e se identificam como tal. WALACHAI não é apenas um filme sobre uma comunidade alemã. É antes de tudo sobre o inusitado e raro que habita este lugar. Conecta o público do Brasil urbano contemporâneo a uma forma diferente de viver, revelando um pedaço de Brasil ainda desconhecido.

Sinopses Curtas

  • Walachai em alemão antigo significa lugar longínquo, perdido no tempo. Habitantes desta comunidade rural do Sul do Brasil comunicam-se num antigo dialeto alemão e no entanto, nada sabem de sua Alemanha de origem. São todos brasileiros e se identificam como tal. O documentário Walachai revela o inusitado e raro que habita este lugar. Conecta o público do Brasil urbano a uma forma diferente de viver, revelando um Brasil ainda desconhecido.
  • O inusitado e raro que habita um Brasil ainda desconhecido. Um antigo dialeto alemão como idioma corrente e nenhum vínculo com a Alemanha. Um nome que indica um lugar longínquo, perdido no tempo. Um olhar de dentro e de fora.

Temática e Origem do Filme

Com roteiro e direção de Rejane Zilles, o filme retrata a localidade de  Walachai e comunidades próximas. Povoados do sul do Brasil onde descendentes de imigrantes alemães tem como língua corrente, um antigo dialeto que já se perdeu na Alemanha de origem. Localizada a 70 km de Porto Alegre, esta pequena localidade resiste à passagem do tempo, em contraste com a vida urbana, apesar da proximidade das cidades. O lugar preserva uma cultura própria, uma arquitetura e um idioma que lentamente começam a ser modificados pelas novas gerações.

A ideia de documentar a singularidade deste povoado está ligada à história pessoal da diretora do filme. Rejane Zilles nasceu nesta região e lá passou toda a sua infância. Aprendeu a falar português somente aos sete anos de idade quando ingressou na escola. Hoje, mora no Rio de Janeiro, é atriz e diretora. Ainda fala o dialeto local e mantém laços familiares na comunidade — o que lhe permitiu uma abordagem especial e única do assunto. Ao realizar este filme, Rejane trilhou um simbólico caminho de volta para o universo mágico e desconhecido do Walachai, que segue lhe impressionando, a cada imersão em seus interiores.

Walachai é um documento fílmico de resgate histórico, que induz a uma reflexão sobre as formas de vida dominantes do século XXI. Num mundo cada vez mais globalizado, onde as exigências da sociedade de consumo se impõem pelos meios de comunicação, é importante estarmos atentos para outros modos de vida possíveis. Com o passar de mais alguns anos, este modo de vida se transformará e esta memória tenderá a ser esquecida. Mas neste momento tudo está vivo, com os personagens transitando pelas ruas, relatando seus feitos e sua estranheza em relação aos avanços do mundo moderno. E esta realidade está sendo apresentada por alguém que pertence ao núcleo do povoado. O que reforça a preciosidade deste documentário.

Ficha Técnica do Filme (WALACHAI, Documentário, 84 min)

Direção e Roteiro: Rejane Zilles

Produção: Aletéia Selonk e Rejane Zilles

Produção Executiva: Aletéia Selonk e Graziella Ferst

Direção de Fotografia: Juliano Lopes

Montagem: Daniela Ramalho

Som Direto: Cleber Neutzling

Edição de Som e Mixagem: Aurélio Dias

Trilha Sonora Original: Felipe Radicetti

Assistência de Direção: Adriana Nascimento Borba

Direção de Produção: Taissa Grisi

Produção de Finalização: Fernando Nicolletti, Rodrigo Hinrichsen e Bertrand Douet

Foto Still: João Ricardo

Making Of: Maurício Fröhlich

Co-Produção: Traquitana Filmes e Artesanato Digital

Realização: Zilles Produções Culturais e Okna Produções

Distribuição: Ciclorama Filmes

Fomento: Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet  e Lei de Incentivo à Cultura do Estado do Rio Grande do Sul – LIC/RS e  Artigo 1º da Lei do Audiovisual /ANCINE.

Patrocínio: Grupo Herval, Furnas Centrais Elétricas, Paquetá Calçados, Mahle Metais Leves, Banco do Estado do Rio Grande do Sul – Banrisul, Companhia Riograndense de Saneamento – CORSAN, Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul – Sulgás ,

Apoio: Prefeitura de Morro Reuter, Apema Locações de Equipamentos, CTAV,

Link Digital e Instituto Goethe / Ano da Alemanha no Brasil

Tópicos Gerais

Dialeto: Nestas comunidades rurais isoladas, vivem descendentes de imigrantes alemães que falam um antigo dialeto da região do Hunsrück, hoje raro na Alemanha. No entanto, esta é a primeira língua de quem nasce no Walachai. Passada de modo oral de geração para geração, não teve atualização de linguagem e continua sofrendo inserções de palavras criadas pelos moradores. Muitos desconhecem a língua portuguesa e, até mesmo, as próprias raízes européias.

Abordagem: A proposta de documentar a singularidade deste povoado confunde-se com a história pessoal da diretora do filme. Vivendo atualmente no Rio de Janeiro, Rejane Zilles nasceu na região e lá passou toda a infância. Aprendeu a falar português somente aos sete anos de idade, quando ingressou na escola. Ainda fala o dialeto local e mantém laços familiares na comunidade — o que permitiu uma abordagem única especial do assunto. Ao filmar, documenta seu povoado de origem.

40 horas de material: Walachai tem formato de exibição digital, com duração de 84 minutos. A produção e filmagens foram realizadas no Rio Grande do Sul e a fase de pós-produção e finalização, no Rio de Janeiro. Foram captadas aproximadamente 40 horas de material, em pequenos povoados como Walachai, Jammerthal, Batatenthal, Fazenda Padre Eterno, Frankenthal, e Boa Vista do Herval ,todos pertencentes ao município de Morro Reuter.


Carreira do filme
: Partindo da exibição na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo de 2009 e marcando presença no 38º Festival de Cinema de Gramado, o longa-metragem segue carreira em importantes festivais e mostras no Brasil e no exterior. Além da trilha sonora premiada no II Festival Nacional de Cinema e Vídeo Rural de Piratuba em 2010, o filme foi prestigiado em Berlim no 6º Brasilianisches Filmfestival e no 24º Der Neue Heimatfilm​fest, que ocorreu na Áustria, país para o qual retornou em novembro de 2011, no 10º Filmfestival Radstadt. Foi exibido na 15ª Mostra Internacional do Filme Etnográfico, no Rio de Janeiro. E em março de 2012 recebeu o premio de Melhor Documentário no 5º Arraial CineFest.

Foi indicado na categoria Melhor Documentário ao  XVII Prêmio Guarani – O Melhor do Cinema Brasileiro em 2011

Lista de Festivais e Prêmios

33ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo (2009)

14º Festival Audiovisual de Florianópolis/ FAM (2010)

38º Festival de Cinema de Gramado (2010)

II Festival Nacional de Cinema e Vídeo Rural de Piratuba (2010)

 * Prêmio de melhor trilha sonora

6º BrasilCine – Estocolmo, Suécia (2010)

6º Brasilianisches Filmfestival – Berlim, Alemanha

Festival Ibero-Americano de Cinema e Vídeo – CineSul (2011)

Visões Periféricas – Festival Audiovisual (2011)

5º Cine Música – Festival de Cinema de Conservatória (2011)

24º Filmfestiv​al Der Neue Heimatfilm​fest – Freistadt, Áustria (2011)  

10º Filmfestival Radstadt – Radstadt /Salsburgo, Áustria (2011)

15ª Mostra Internacional do Filme Etnográfico (2011)

5º Arraial Cine Fest (2012)

* Premio de Melhor Documentário pelo Júri Popular

Instituto Goethe e Ano da Alemanha no Brasil

O filme WALACHAI  recebeu a chancela oficial do Instituto Goethe para integrar a programação cultural do Ano da Alemanha no Brasil. Além de integrar o calendário da programação oficial será exibido nas unidades do Instituto Goethe das seguintes capitais:

-São Paulo

-Curitiba

-Brasília

-Salvador

As exibições serão seguidas de debates com a presença da diretora. O filme apresenta o resgate de um antigo dialeto que se perpetuou neste lugar e que já não existe mais nem sequer na Alemanha. O Instituto Goethe, valoriza o conteúdo do filme e vem apoiando sua realização através de bolsas de pesquisa, que possibilitaram a permanência da diretora na região do Hunsrück, na Alemanha durante três meses. È de lá que vieram os imigrantes que povoaram o Walachai. Mais recentemente, o Instituto viabilizou a ida da diretora para Munique, como única representante da America Latina, num Seminário Internacional de Cinema e com a possibilidade de exibição do filme em Munique.

Sobre o curta metragem “O Livro de Walachai”

WALACHAI é um projeto de continuidade do curta-metragem O Livro de Walachai, também dirigido por Rejane Zilles. O curta retrata a trajetória do professor e agricultor Benno Wendling – que escreveu um livro todo à mão, registrando a história da comunidade.  Realizado com recursos do Programa Petrobras Cultural para produção de curtas-metragens, foi exibido em vinte e oito festivais de cinema. No Brasil, participou dos mais importantes festivais do gênero,  como: Curta Cinema/RJ; Cine PE, em Recife; Curta-SE, em Sergipe; CINEOP, em Ouro Preto; Festival Guarnicê, em São Luis do Maranhão, na Mostra de Cinema Etnográfico do Rio de Janeiro e na Seleção Oficial de Curtas Nacionais do Festival de Gramado de 2007. O curta continua sendo exibido em canais de televisão e mostras itinerantes de cinema, despertando curiosidade e interesse, por onde passa.

Link para assistir ao curta: www.vimeo.com/5647512

Currículos

Rejane Zilles – Diretora

Atriz,diretora e produtora, iniciou a carreira profissional em Porto Alegre, no teatro. Nos anos 1990 mudou-se para o Rio de Janeiro, onde cursou Artes Cênicas na UNIRIO. Desde então vem atuando no teatro, cinema e televisão. Gravou várias participações em novelas da TV Globo, onde destaca as mais recentes: “A Vida da Gente”, “Cheias de Charme”, “Louco por Elas”, “Salve Jorge” e “Programa Encontro com Fátima Bernardes”.

No cinema atuou em “Cronicamente Inviável”, de Sergio Bianchi, “Vox Populli”, de Marcelo Lafitte, “Chico Xavier”, de Daniel Filho e “Nove Crônicas para um Coração aos Berros”, de Gustavo Galvão. Participou da produção de lançamento de filmes nacionais de grande destaque, como: “Central do Brasil”, de Walter Salles; “Domésticas”, de Fernando Meirelles e Nando Olival; “O Dia da Caça”, de Alberto Graça; “Doces Poderes”, de Lúcia Murat; “Hans Staden”, de Gal Pereira; entre outros.

Produziu e dirigiu o curta-metragem O Livro de Walachai – exibido em inúmeros festivais. Estreou como diretora de longa-metragem, no documentário WALACHAI. Coordenou diversas mostras e projetos de exibição pelo Brasil, como a Mostra Premiére Brasil do Festival do Rio BR e o projeto Cinema BR em Movimento – circuito de exibição de filmes brasileiros em universidades e comunidades em todo o território nacional. Foi curadora da Muestra de Cine BrasilNoar – uma mostra de curtas metragens brasileiros em Barcelona e é diretora do Festival MIMO de Cinema, que acontece anualmente em Olinda/Pernambuco.

 

Aletéia Selonk – Produtora

Produtora audiovisual e Doutora em comunicação social, com passagem pela Sorbonne (França), coordena o curso de produção audiovisual da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), onde também comanda o projeto do TECNA – Centro Tecnológico Audiovisual do RS. À frente da Okna Produções há seis anos, Aletéia Selonk, intensificou sua atuação como produtora audiovisual no mercado nacional. A empresa contabiliza a produção de 22 filmes que somados arrebataram mais de 50 prêmios e participaram de mais de 100 festivais nacionais e internacionais.

Sobre a Zilles Produções

A empresa Zilles Produções Culturais iniciou suas atividades no ano 2000, na produção do projeto Cinema Br em Movimento – difusão de filmes brasileiros por todo o Brasil, com o patrocínio da BR Distribuidora. No mesmo ano, prestou serviços para o Festival do Rio BR – na produção da Mostra Premiére Brasil. Em 2002, junto com a empresa MPC & Associados, desenvolveu o projeto Imagens Brasil Telecom – exibição de curtas metragens e documentários brasileiros com o patrocínio da Brasil Telecom. Durante cinco anos, produziu a Muestra de Cine de BrasilNoar – uma mostra de curtas metragens em Barcelona/ Espanha.

Produziu o curta-metragem O Livro de Walachai – projeto contemplado por edital do Programa Cultural Petrobras. Produziu o documentário de longa metragem WALACHAI – associada á Okna Produções. No momento responde pela  coordenação da campanha de lançamento do filme.

Sobre a Okna Produções

A Okna Produções é um bureau de produção especializado no desenvolvimento de produtos audiovisuais para todas as plataformas de mídia. A empresa tem em seu catálogo produções diferenciadas, geradas através da gestão de projetos e de talentos. Atualmente, realiza vários filmes para cinema e televisão. Criada em 2006, a empresa já produziu 22 filmes – 11 curtas, 6 médias e 5 longas-metragens – que já arrebataram mais de 40 prêmios e participaram de mais de cem festivais nacionais e internacionais. A produtora se destaca por ter sido selecionada para participar dos mais importantes espaços voltados a inserção de projetos no mercado internacional.

Sobre a Distribuidora

A Ciclorama Filmes é uma distribuidora de conteúdo audiovisual que tem desde 2010, o desafio de criar novas oportunidades de negócios. Atua como agência de desenvolvimento e acompanhamento de projetos. Desenvolve estratégias específicas para que o seu produto possa ser comercializado nas mais diversas janelas de exibição. Em sua carteira de lançamento, destaca os seguintes filmes: “As Cartas Psicografadas por Chico Xavier” e “Aspirantes”, da Crisis Produtivas, “Iluminados”, da Comtexto Produções, “Espia Só” e “Tango, Uma Paixão”, da Guarujá Produções, “Saias”, da Lavoro Produções e “Hormônios da Paixão”, do Cineclube Pela Madrugada.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s